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HISTÓRIA DE ROLÂNDIA

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O povoamento de Rolândia teve início em 1932 com a chegada dos primeiros colonos alemães que haviam comprado terras na Gleba Roland, assim denominada em homenagem ao lendário guerreiro medieval Roland - um dos doze pares da França, sobrinho de Carlos Magno. A fundação da cidade aconteceu em 29 de junho de 1934, com o início da primeira construção urbana – o Hotel Rolândia. A partir daí, várias construções se sucederam, dando origem a uma próspera vila, no meio da mata.

 

Várias construções se sucederam, dando início a uma próspera vilaA fundação da cidade de Rolândia fez parte de uma grande campanha para a colonização do Norte do Paraná, iniciada em 18 de fevereiro de 1926, com a Portaria nº 65, do Governo do Paraná, determinando a demarcação das áreas adquiridas pela Companhia de Terras Norte do Paraná, subsidiária da Paraná Plantation Ltda, cujos donos eram ingleses. A venda dos terrenos começou em abril de 1929, no governo de Afonso Alves de Camargo. A Cia. de Terras Norte do Paraná,  em parceria com a Paraná Plantation e Cia. Ferroviária São Paulo-Paraná, planejou e executou audacioso plano de colonização da região, nos moldes de outro projeto, desenvolvido na região de Araçatuba (São Paulo), a partir de 1911. Áreas que mais tarde seriam patrimônios ou cidades foram reservadas, com distâncias médias entre 10 e 15 quilômetros, entre elas, justificando hoje a proximidade entre cidades de uma mesma região. Numa segunda etapa, as glebas foram divididas em pequenas propriedades e vendidas,  principalmente aos imigrantes.

a Igreja Luterana - um dos marcos da religiosidade dos colonos alemãesOS ALEMÃES - Corria o ano de 1932 e, na Alemanha, o Ministro Erich Koch- Weser, conhecendo o plano de colonização da Cia. de Terras Norte do Paraná, estudava a possibilidade de fundar uma colônia alemã  nesta região do Brasil,  dando oportunidade aos cidadãos que não encontravam meios de trabalhar em seu país. Vale lembrar, todavia,  que a primeira colonização alemã introduzida no Paraná remonta ao ano de 1829, com a chegada de 300 colonos à região onde hoje estão as cidades de Rio Negro e Mafra.

a fertilidade da terra roxa atraiu colonos de todos os cantosA COLONIZAÇÃO -   convidado pelo Ministro Koch-Weser, o engenheiro agrícola Oswald Nixdorf assumiu a incumbência de fundar essa colônia que garantiria o futuro do imigrante alemão. Nixdorf chegou ao Norte do Paraná (Londrina) em abril de 1932, com a esposa Hilde e a filha Gizela. Depois de escolher a gleba e demarcar os lotes, Nixdorf e sua família mudaram-se para a Gleba Roland, por ocasião do Natal daquele ano. O próprio Ministro Koch-Weser, por razões políticas, imigrou para o Brasil, vindo, com a família, pouco mais tarde, integrar o grupo de colonizadores de nossa cidade. A fama da fertilidade da “terra roxa” se espalhava pelo mundo e o Norte do Paraná ficou conhecido como a Canaã Brasileira. Em pouco tempo, mineiros, paulistas, nordestinos e filhos de imigrantes alemães, radicados em Santa Catarina e Rio Grande do Sul chegaram a Rolândia. Outros imigrantes estrangeiros vieram somar-se aos primeiros moradores e muito contribuiram para o seu desenvolvimento: japoneses, italianos, suíços, espanhóis, sírio-libaneses, húngaros, poloneses, tchecos e austríacos, entre outros.

EMANCIPAÇÃO – Ex-distrito de Londrina, Rolândia obteve sua emancipação em 1943 e a instalação do novo município aconteceu no dia 1º de janeiro de 1944. Nessa época, a exemplo de outros municípios brasileiros que mudaram seus nomes, de origem germânica, devido à Segunda Guerra Mundial, a cidade era chamada de Caviúna (numa referência à madeira nobre encontrada na região). A denominação definitiva do município – Rolândia – só foi oficializada em 1948.

 

Inauguração da Estátua do Guerreiro Roland.ESTÁTUA ROLAND - Figura lendária, integrante das hostes do Imperador Carlos Magno, Roland foi um dos guerreiros da resistência germânica contra as tropas invasoras.  Destacou-se por sua tenacidade e coragem nas batalhas pela defesa de territórios. Passou para a história germânica como símbolo das aspirações populares por liberdade e justiça. Estes ideais sempre estiveram presentes na lembrança dos colonizadores do município que, juntamente com a direção da Companhia de Terras, em homenagem ao lendário herói medieval,  deram ao nascente município o nome Rolândia como a significar, na busca por liberdade, o lugar onde poderiam reconstruir suas vidas, longe de perseguições políticas, religiosas e raciais. Mais tarde, já na década de 50, Rolândia teve na cafeicultura sua principal fonte de riquezas.  Ficou mundialmente conhecida como a “Rainha do Café”. Nessa época, alguns comerciantes da cidade de Bremen (Alemanha), visitaram a região para conhecer de perto a exuberância dos cafezais, cujo produto era, naquele país, comercializado por eles. Voltaram impressionados com a fertilidade da terra, a abundância da lavoura, a hospitalidade do povo e o progresso da cidade.  Depois, com a ajuda de políticos de Bremen, o grupo decidiu presentear a população rolandense com uma réplica da Estátua de Roland, com isso estreitando os laços existentes entre as duas cidades. A estátua chegou a Rolândia em novembro de 1957. 

 

1) Da colonização alemã, presença marcante na história do município, Destacam –se:

  • A Estátua do Guerreiro Roland, doada pela cidade de Bremen (Alemanha);
  • A arquitetura utilizada pelos imigrantes principalmente nas fazendas de café e que, hoje, direcionam suas atividades para a exploração do turismo rural, incluindo o museu da imigração alemã;
  • A Oktoberfest, conhecida nacionalmente e que, todos os anos, atrai milhares de turistas ao município.
 

2) Como marcos significativos da colonização japonesa, além do Museu existente na cidade,  o município registra dois importantes acontecimentos:

  • Em 1978, durante as comemorações dos 70 anos da Imigração Japonesa no Brasil, Rolândia recebeu figuras ilustres: o Presidente da República, General Ernesto Geisel e o então príncipe Akihito.
  • E, em 1998, durante as comemorações do IMIN 90, Rolândia recebeu, entre outras personalidades ilustres da política nacional, o então  Presidente, Fernando Henrique Cardoso. Na oportunidade, mais de 30 mil pessoas acompanharam as festividades realizadas em Rolândia.
 

3) A maior colônia em número de habitantes é a italiana, compondo 60% da população. Como os alemães e japoneses, os italianos cultivam suas tradições e oferecem à região três grandes festas anuais:

  • La Noche Del Vino e Della Polenta (junho);
  • La Festa Della Porchetta (agosto);
  • La Noche Del Macherone (novembro).
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HINO A ROLÂNDIA

 

Letra de Francisco Pereira da Silva
e

Música de Maestro Ângelo Antonello



          I         

Eis que vem do longínquo passado

Esse nome que é força e valor,

Pois Rolando, famoso cruzado,

Foi dos francos, real defensor.

 

Entre nós, eis, na pedra moldado,

Vulto assim de feliz tradição,

Raro exemplo de rijo soldado,

Medievo, imortal campeão.

 

II

Da lendária Alemanha trazido

Como prova de mútua afeição,

Seja aqui paladino indormido,

Do futuro de nosso rincão.

 

Que os seus feitos heróicos lembremos,

Neste canto fraterno triunfal,

E os pioneiros germanos saudemos,

Fundadores da terra natal!

III

Ó Rolândia, prossegue em teus trilhos,

Mocidade, eia, avante, de pé,

Sob o esforço comum de teus filhos,

No fecundo plantio do café.

 

E se unida marchares, gentil,

Teu progresso ninguém deterá.

Sempre avante, em favor do Brasil,

Por tua glória também, Paraná.

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