
A delegação do VIDA BANCÁRIA está participando
da Conferência no Rio de Janeiro com oito integrantes
24/07/2010
CONFERÊNCIA NACIONAL
Primeiro dia de debates aborda conjuntura
e desafios da Campanha Salarial 2010
Cerca de 700 pessoas participaram do primeiro dia da 12ª Conferência Nacional dos Bancários, que estará sendo realizada até domingo no Rio de Janeiro, com o tema: Unir, Mobilizar e Avançar. Durante toda a sexta-feira (23/07), os dirigentes sindicais ouviram palestras acerca dos principais eixos da Campanha Nacional Unificada 2010, que tratam do Emprego; Remuneração e Previdência; Sistema Financeiro Nacional; Saúde do Trabalhador e Segurança Bancária.
O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, reafirmou a unidade da categoria como requisito fundamental para conseguir êxito na Campanha deste ano, destacando também a importância da democracia na definição das reivindicações através da Consulta Nacional dos Bancários. Os palestrantes convidados a falar na abertura da Conferência analisaram a conjuntura em que se dará a Campanha 2010 e falaram sobre a retomada da prática da rotatividade pelos bancos, como forma de reduzir custos com pessoal. Também foi destacada a ampliação, este ano, do número de postos de trabalho, fruto da Campanha de 2009, quando foi assegurada a contratação de 15 novos bancários pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
"Hoje podemos ver que o saldo entre contratações e demissões é positivo, resultando em 2.840 novos postos de trabalho no setor financeiro entre janeiro e junho deste ano”, destaca Roberto Firmino, diretor do Sindicato de Cornélio Procópio, presente na Conferência Nacional. Apesar disso, segundo informou o economista do Dieese, Miguel Huertas Neto, revelou durante o evento que em 1995 cerca de 45% dos bancários tinham 10 ou mais anos de casa, mas que em 1998 este percentual caiu para 29%. Outro dado informado pelo economista foi quanto à ampliação da jornada de trabalho dos bancários. Segundo ele, na década de 90, 65% da categoria cumpria jornada de 30 horas semanais e hoje 46% são obrigados a trabalhar 40 por semana.
Aumento real
A presidente do Sindicato de São Paulo, Juvandia Moreira, falou na abertura da Conferência Nacional dos Bancários sobre a conjuntura política do Brasil. Ela destacou o crescimento econômico, a estimativa de crescimento de 7% do PIB (Produto Interno Bruto) para este ano e a solidez do setor financeiro diante da crise financeira internacional e da grande concentração de renda pelos bancos.
De acordo com Juvandia, os três maiores bancos do País respondem por 79% dos depósitos e lucraram R$ 9,5 bilhões apenas no primeiro trimestre deste ano. “Esse valor seria suficiente para a construção de 1,3 milhão de moradias populares. Em seis anos, daria para acabar com o déficit habitacional no Brasil. Os resultados exorbitantes dos bancos precisam ser revertidos em uma política de desenvolvimento econômico nacional", defendeu a sindicalista.
Para o presidente do Sindicato de Londrina, Wanderley Crivellari, estes números demonstram que os bancos podem atender as reivindicações dos bancários este ano, concedendo aumento real nos salários, PLR maior e melhorando as condições de trabalho, por meio do fim das cobranças abusivas de metas e contratação de pessoal. “A categoria já avistou isso e apontou o aumento real como bandeira de luta na Campanha 2010. O bancário tem feito sua parte no cumprimento de metas e agora quer sua parte nos lucros dos bancos”, ressalta Wanderley.
Eixos estratégicos
A 12ª Conferência Nacional dos Bancários prossegue neste sábado (24/07), no Rio de Janeiro com a discussão em grupos dos eixos da Minuta de reivindicações, seguindo o que foi apontado pela Consulta Nacional dos Bancários. Veja a seguir como se darão os debates:
- Grupo 1: Emprego
- Grupo 2: Remuneração e previdência
- Grupo 3: Saúde do trabalhador e segurança bancária
- Grupo 4: Sistema financeiro nacional