Os Sindicatos do VIDA BANCÁRIA promoveram ontem (8/07), no Auditório Joaquim Borges Pinto, do Sindicato de Londrina, um Debate sobre o PFG (Plano de Funções Gratificadas), implantado de forma unilateral pela Caixa Econômica Federal no dia 1º de julho. O coordenador nacional da CEE (Comissão Executiva dos Empregados) Jair Pedro Ferreira, esteve presente e explicou detalhes sobre o novo Plano de Funções Gratificadas.
Jair falou das 67 funções estabelecidas no PFG, da jornada de trabalho única, da tabela de remuneração (por jornada) e sobre a redução de 45,42% no CTVA (Complemento Temporário Variável de Ajuste de Mercado). ”Ele também disse que será permitida a permanência no PCC para quem não se enquadrar na regra PFG, e que os empregados que ficarem no PCC não poderão mais substituir qualquer outro cargo”, relata Lizieux Iurassek Costa, diretora do Sindicato de Londrina.
O coordenador da CEE fez ainda um comparativo dos valores de gratificação, piso e porte (PCC x PFG) e apresentou aos mais de 60 empregados presentes uma tabela com os valores de piso salarial na Caixa. Após a exposição de Jair foi iniciado o debate, que contou com a participação da assessoria jurídica do Sindicato de Londrina. Foram esclarecidas várias questões envolvendo as ações de 7ª e 8ª horas, incorporação de função e de mais um ato de discriminação promovido pela diretoria da Caixa contra os empregados que ficaram no REG-Replan.
Para o presidente do Sindicato de Londrina, Wanderley Crivellari, o PFG deve ser encarado com ressalvas pelos empregados. “Pelo que foi apresentado, o PFG apresenta alguns avanços, mas também possui várias distorções, o que levou o movimento sindical cutista a se recusar a assinar acordo com a Caixa para regulamentar as novas regras de remuneração e jornada de seus empregados”, avalia Wanderley.
De acordo com as informações, cerca de 52% do quadro funcional da Caixa possui cargo comissionado e a maioria deles será afetada. “Um dos exemplos são as funções com jornada indefinida. Estes empregados não receberão horas extras e agora estão sujeitos ao cumprimento de metas, o que não existia antes”, observa Wanderley, destacando também como prejudicial e inaceitável no PFG a redução salarial de quem tiver a jornada de trabalho alterada de oito para seis horas.
“O cumprimento da jornada de trabalho de seis horas é uma antiga reivindicação dos empregados, o que levou os Sindicatos a ingressarem com diversas ações requerendo o pagamento de 7ª e 8ª horas. Só que não podemos admitir a redução de salários”, afirma o presidente do Sindicato de Londrina, orientando os empregados a não aceitarem pressões para aderir ao PFG e a denunciar aos Sindicatos do VIDA BANCÁRIA quaisquer atos dos gestores neste sentido.