Tendências e condições climáticas para a primavera e o verão

  Em relação às condições climáticas globais, as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial estão, atualmente, com as temperaturas superficiais dentro da normalidade nas suas regiões central e oeste, mantendo assim uma situação de neutralidade dos fenômenos climáticos.  Os prognósticos climáticos de longo prazo continuam indicando, para os próximos meses, que a evolução das anomalias das temperaturas superficiais do oceano tende a uma condição de normalidade ou muito próxima a esta. Sendo assim, a tendência para os próximos meses é de continuidade desta situação de neutralidade (nem "El Niño" e nem "La Niña"). Os prognósticos de mais longo prazo indicam para a tendência do retorno de uma “La Niña” fraca, no início do próximo ano.

 

  Em relação às tendências climáticas voltadas para a agricultura, o indicativo para o período de plantio da safra de verão é de que será marcada por chuvas mais constantes e abundantes, devendo ficar acima da média. Vale salientar que nossa primavera é uma estação muito chuvosa, sendo que nesta, as chuvas devem ficar acima do esperado. A ocorrência de tempestades e queda de granizo é maior em anos como este, em que estamos numa situação de neutralidade climática. Esta condição de boas chuvas, podendo ser excessivas em alguns momentos nesta primavera, faz com que recomendemos um acompanhamento do tempo a curto prazo (boletins diários, semanais e quinzenais), e que tem por objetivo o planejamento do plantio da safra. O produtor também deve estar atento e seguir a indicação técnica da densidade e da época de plantio, conforme cada cultivar.

  Ainda chamamos a atenção para a possibilidade de maiores irregularidades, que poderão ocorrer nas precipitações e temperaturas nesta primavera e no verão, com boas condições de umidade para o plantio em setembro e outubro, intercalando  com períodos de calor e menos chuvas e de temperaturas mais baixas com as passagens das frentes frias. Fica a expectativa  da possibilidade da redução das precipitações a partir de dezembro no Paraná, especialmente mais à oeste e sudoeste. Segundo os modelos climáticos,  o sul do Rio Grande Sul, o Uruguai e parte da Argentina deverão ter novamente problemas com a falta de chuvas neste ano, o que alerta também para possibilidade de alguma anomalia no Paraná. O risco se estabelece em razão de que, em anos de neutralidade climática, tivemos historicamente maiores problemas com o clima.

Autor: Nelson Harger - Coordenador Estadual de Grãos da EMATER/PR. Contato pelo telefone (43) 3420-4100.




 

   





 

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